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Brasileiras são as que mais esquecem de tomar pílula anticoncepcional, aponta pesquisa

De acordo com o estudo, as brasileiras são as que mais esquecem de tomar a pílula anticoncepcional. Enquanto a média mundial ficou em torno de 39%, no Brasil, 58% delas apontaram esquecimento pelo menos uma vez no último mês, seguidas das norte-americanas (54%) e das irlandesas e belgas (ambas 42%). Considerando o último ano, a taxa de esquecimento sobe para 89% entre as brasileiras.

Multitarefa é um adjetivo que define bem os millennials – geração composta por jovens adultos na faixa entre os 20 e 35 anos. A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e ter conhecimento sobre os mais variados assuntos faz com que esses jovens estejam sempre antenados e por dentro de tudo o que acontece. No entanto, tanta informação somada à uma quantidade ilimitada de tarefas está fazendo com que esses jovens se estressem cada vez mais. No caso das mulheres, o estresse tem sido causa de esquecimento frequente de atividades comuns do dia a dia.

No Brasil, mais de 16 milhões de mulheres se encontram na faixa entre 20 e 29 anos, o que representa 16,2% da população total, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2016). A pesquisa apontou que boa parte delas esquece regularmente de fazer atividades cotidianas. Entre as ações mais esquecidas estão tomar a pílula anticoncepcional (58%), remover a maquiagem antes de dormir (20%) e levar consigo chaves, carteira e celular (10%). Elas atribuem isso a uma tendência em ser esquecida (39%), ter alguma preocupação (30%) e mudanças na rotina (13%).  É o que aponta a pesquisa global “Millennials e Contracepção – Por que nos esquecemos?”, realizada pela Bayer em vários países e que contou, no Brasil, com apoio do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. O estudo teve como objetivo chamar atenção para o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez Não Planejado (26 de setembro), celebrado essa semana.

O estudo explorou como a memória das mulheres millennials pode ser impactada pelo estresse, levando em consideração as mudanças no estilo de vida delas em um curto espaço de tempo e a influência disso em suas atividades e hábitos diários. A pesquisa foi conduzida em nove países (Alemanha, Bélgica, Brasil, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Itália e México) com mulheres entre 21 e 29 anos, que fazem uso de pílulas anticoncepcionais.

Brasileiras – Por que elas esquecem?

Em relação à pílula, os principais motivos apontados para o esquecimento são não tomá-la todo dia no mesmo horário (32%), não deixá-la em lugar visível (21%), estresse no trabalho ou nos estudos (20%) e agenda cheia (17%).

Outro aspecto sensível é que seis em cada dez brasileiras (58%) não tomam a pílula no mesmo horário todos os dias. Quase 40% delas não considera necessário esse cuidado. “A pesquisa mostrou que mulheres que não têm o costume de tomar a pílula todos os dias no mesmo horário tendem a esquecê-la. Ou seja, manter uma rotina contribui para o não esquecimento. Além disso, algumas pílulas, por terem baixa dosagem hormonal, devem ser ministradas sempre no mesmo horário para garantir a eficácia. De acordo com o Estudo Coraliance, realizado na França, as pílulas, quando tomadas diariamente e sem pausa, ajudam a melhorar a adesão por não haver quebra na rotina das mulheres. É importante lembrar que a continuidade do uso também traz benefícios adicionais como a redução do sangramento, a melhora da acne e dos sintomas da TPM”, afirma Dr. Afonso Nazário, ginecologista e Professor Livre-Docente do Departamento de Ginecologia da UNIFESP.

Estresse, agenda atribulada, mudanças. Segundo as participantes da pesquisa, essa rotina influencia o esquecimento do uso correto do contraceptivo – 64% das brasileiras são mais propensas a esquecer a pílula quando estão preocupadas. Esse fato gera um outro comportamento também apontado pela pesquisa: dessas mulheres, 74% já consideraram métodos contraceptivos que não precisam ser tomados diariamente.

Desde 2014, a Academia Americana de Pediatria juntamente com o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia recomenda o uso de métodos contraceptivos reversíveis de longa duração para todas as mulheres. O objetivo vai além de evitar a gravidez não planejada, mas também adentra aos impactos sociais, econômicos e na saúde pública que uma gestação não planejada pode acarretar.

“Uma gravidez não planejada entre adolescentes tem consequências negativas para as jovens, suas famílias e também para a sociedade. O planejamento reprodutivo voluntário é um dos maiores avanços do último século em saúde pública e um dos investimentos mais custo-efetivos que um país pode realizar para o bem das próximas gerações”, ressalta Marta Finotti, ginecologista, membro da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da FEBRASGO.

No Brasil, o contraceptivo mais utilizado depois da pílula anticoncepcional é o dispositivo intrauterino, mais conhecido como DIU, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS). O DIU oferece a durabilidade de até 5 anos no caso do hormonal e de 10 anos no de cobre, e ambos possuem índice baixo de falha – entre 0,2% e 0,8%.

Os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração são recomendados como opções de primeira linha para evitar a gravidez não planejada na adolescência, já que oferecem alta segurança e eficácia contraceptiva, não dependem da disciplina da mulher e podem ser interrompidos a qualquer momento, caso haja o desejo de ser mãe.

“Um ponto fundamental a ser ressaltado é que a escolha do método contraceptivo, seja ele qual for, deve ser feita com a orientação do ginecologista, para avaliar o método que melhor se adequa ao dia a dia e as necessidades da paciente, respeitando sempre as contraindicações e as possíveis restrições ao uso”, conclui a Dra. Finotti.

Contracepção X Prevenção

Um dado preocupante da pesquisa aponta que, em todos os países, as mulheres abandonam o uso do preservativo (camisinha) quando utilizam a pílula como método anticoncepcional e essa tendência aumenta com a idade. No início da segunda década de vida, apenas 17% delas combina os dois métodos, já no final, esse percentual cai ainda mais, alcançando 11%.

As brasileiras estão entre as que menos utilizam o preservativo quando adotam a pílula, apenas 6% delas combinam os métodos. Ficam atrás somente das irlandesas (5%). As americanas são as que mais combinam contracepção com prevenção; 29% delas usam preservativo mesmo tomando anticoncepcional.

Levando em consideração que a maior concentração dos casos de AIDS no Brasil está na faixa entre 25 e 39 anos para ambos os sexos (53,6% entre eles e 49,8% entre elas), segundo o Ministério da Saúde, esse dado da pesquisa mostra a sensibilidade do tema e a necessidade de uma maior conscientização para a prevenção de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

Artista indígena Rosi Araújo em entrevista sobre vida, arte, ativismo e resistência

Direto do sertão nordestino, Rosi Araújo se expressa através das artes visuais, artes plásticas, desenhos, fotos, vídeos, e produção literária. Suas origens no povo Kariri influenciaram seu trabalho com instrumentos de ativismo e resistência.

Nas minhas obras, sempre tenho como foco o respeito à vida. Cultivo em meus traços algo mais orgânico para transmitir o sentimento de pertencimento à terra – Rosi Araújo

A Biblioteca Oscar Niemyer, Fundição Progresso, Ribeirão Pires, Cotia, Jundiaí e Embu das Artes já receberam a artista, que em julho de 2017 decola para um Congresso Internacional sobre povos indígenas em Belém do Pará. Entre seus projetos, também está ampliar sua coleção Sertão Encantado, afirmando e divulgando suas origens indígenas e o meio ambiente da região do sertão brasileiro.

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Rosi Araújo (Foto: Reprodução)

[GAROTA DA CIDADE] Quando decidiu que seria artista?
[ROSI ARAÚJO] Venho desenvolvendo arte há muitos anos e conquistado espaço e oportunidades aos poucos, num ritmo mais tranquilo. A arte é quem me orienta e conduz, ela tem vida própria e eu apenas a sinto e libero por meios das linhas, traços, cores, curvas , poemas e versos. Não foi uma decisão minha, mas sempre estive no mundo das artes de maneira sutil.
[GAROTA DA CIDADE] De onde surgiu a ideia de expor suas obras?
[ROSI ARAÚJO] Me surpreendi quando os amigos e familiares, me disseram que eu deveria expor. Foi com lápis grafite que me interessei e entendi do que meus amigos estavam falando. Depois da primeira exposição profissionalmente no Embu das Artes, nunca mais parei.
Antes eu realizava exposições com textos, poemas, e artefatos indígenas, como colares, cocar entre outros, junto com outros indígenas.
[GAROTA DA CIDADE] Qual foi a reação da sua família?
[ROSI ARAÚJO] Minha família é meu maior apoio, sempre me companham e incentivam, é como um balsamo alimentador e inspirador ter este carinho e apoio. Devo muito a eles, em especial à minha mãe.

Exposição de Rosi Araújo "Natureza Indígena - Grafismos" nas Olimpíadas Rio 2016

Exposição de Rosi Araújo “Natureza Indígena – Grafismos” nas Olimpíadas Rio 2016

[GAROTA DA CIDADE] Qual o significado das suas obras pra você, e o que quer transmitir com elas?
[ROSI ARAÚJO] Nas minhas obras, sempre tenho como foco o respeito à vida. Cultivo em meus traços algo mais orgânico para transmitir o sentimento de pertencimento à terra, com forte influência da cultura indígena nativa brasileira. Os elementos como sol, terra, água e ar, sempre podem ser percebidos, principalmente na minha coleção “Sertão Encantado”.
A exposição “Natureza indígena”, que expus nas Olimpíadas 2016 foi feita exclusivamente para este momento. Uni vários traços e expressões de povos diferentes, foi um desafio. Em uma mesma tela podemos notar e sentir vários ritos e energias da natureza traduzida pelas artes do grafismo indígena, que é sagrado, pois compõe uma linguagem entre o homem e a natureza, liga as diversidades de vidas existentes ao sagrado e o espiritual. Podemos dizer que é como uma linguagem que transmite sentimento, emoções e valores que tem na cultura indígena.
[GAROTA DA CIDADE] Qual é seu lugar favorito para ver e apreciar arte?
[ROSI ARAÚJO] Adoro visitar museus e exposições e o Embu das Artes é sem dúvida, depois das aldeias, o meu favorito. Lá você vê os artistas ao vivo, você respira arte e pode conversar com o artista e ver como são mortais especiais de grande alma, sentir os cuidados e técnicas que eles dedicam as suas obras. Isso é arte de verdade.
[GAROTA DA CIDADE] Sobre seus livros “Receita das Palavras” e “Unir versos”. De onde veio a inspiração pra eles?
[ROSI ARAÚJO] Meus livros Receita das palavras e Unir versos, vieram antes dos quadros. Primeiro eu escrevia muito, nem sabia que se chamavam poemas, mas sim, combinações de palavras com energia da natureza.
“Unir versos” é uma coleção de poemas que escrevi durante o ano de 2015. Comecei publicando no Facebook e adorei porque meus amigos e familiares sempre liam e pediam para copiar. Foi quando eu tive a ideia de publicar o livro.
O Receita das Palavras, é uma brincadeira que mistura narrativa de uma culinária com a alfabetização e a gramática, ficou lindo. Participei de um concurso na ECA USP e fui selecionada, a publicação saiu em 2015. Foi um grande desafio que me incentivou muito, percebi que estava no caminho certo.
[GAROTA DA CIDADE] Tem projetos futuros para a carreira?
[ROSI ARAÚJO] Pretendo dar aula por um período na aldeia do meu povo Kariri, no sertão do Ceará. Estou conversando e organizando um projeto com as professoras da Escola indígena. Quero multiplicar e ensinar um pouco do que aprendi sobre o mundo das artes. Será uma espécie de troca de técnicas, já que na aldeia todos os indígenas tem seus dons artísticos da cultura e tradição ancestral.
Também quero estudar e conhecer mais técnicas artísticas, unir ao poema, videos e fotos, entre tantas outras artes que amo muito. Ficarei no RJ em uma turnê até o final de 2016, depois sigo para Belém e Ceará. Espero fazer uma exposição na escola indígena dos Kariri.
E aguardem o livro “Unir versos II”!

Dia Internacional da Mulher Indígena

Brasil. Um país com tanta diversidade, tantas ramificações, mas…. Como surgiu tudo isso??
Hoje não é um dia para contar história, mas sim voltar um pouco, parar e pensar.

Dia 5 de Setembro é comemorado o Dia Internacional  da Mulher Indígena, um dia de agradece-las, mas principalmente, refletir. Todos que estudaram a história do nosso país, deve se lembrar de quando o Brasil foi colonizado por Portugal, os índios já abrigavam nosso território e foram obrigados a trabalhar e aprender a cultura dos portugueses, porém, a cultura indígena era predominante, mas considerada pelo “Homem Branco” muitas vezes errada.

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(Foto: Reprodução)

Essa data foi escolhida em homenagem a Bartolina Sisa, que foi esquartejada durante a rebelião anticolonial de Túpaj Katari, no Peru. Assim como ela, as mulheres indígenas sempre foram muito guerreiras, exercendo um papel muito importante para toda a cultura brasileira e muitas delas foram silenciadas. Elas são nossa origem, são nossa história, e devemos sempre nos lembrar que existem tribos indígenas e que precisam ser ouvidas, pois elas foram o começo de tudo.

Então nesse dia, vamos nos lembrar de cada uma dessas mulheres que sofreram, que levantaram suas vozes para fazer do mundo um lugar melhor e que infelizmente foram humilhadas, caladas e até mortas. Elas foram o principio, e devemos nos lembrar desse dia não como um dia triste, mas um dia de vitória, um dia de luta das mulheres, um dia da cultura brasileira.

Sobre Risos Frouxos, e batons vermelhos

Ei Menina, nem ligue para isso não!
Ninguém importa nesse mundo mais do que você!
E eu estou falando sério!
Deixe que falem, que digam, deixa para lá, já diria Jair Rodrigues.
Essa vida tem tanto para você fazer, tem tanto para ver e aproveitar.
Deixe de lado todas essas bobeiras, esses medos impostos na sua cabeça, você é muito mais, você não precisa disso!
Te prometo eles não vão fazer falta, siga seu próprio nariz, você é dona dele.
Ah! Quer que eu te conte uma outra coisa?
Você é dona de você! Só você garota! Você é problema e solução sua, de mais ninguém. Outra coisa, tu és completa, de verdade, esquece essa história de metade da laranja, você é inteira garota.
Tudo que tem aí é teu, ninguém pode te tirar isso. Ninguém há de te obrigar a nada.

E daí? Me diga, e daí?
E daí, se vão te chamar de muitas coisas ruins!
E daí, se vão te dizer que tu não serve para isso, ou para aquilo.
Menina você acha mesmo que vale a pena?
Vale a pena mudar  por essa gente tão pequena?
Pega o que é teu e vai, vai que o mundo é teu e ninguém há de provar o contrário, a não ser você mesma.
Se veste para guerra, se pinta, ou se limpa, faz o que quiser.
Enfeitiça o mundo com o que tens, com o queres.
E conselhos que prendem? Dispense!
Nem pense, nem queira!
“Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho que hoje eu passei batom vermelho”
Passei batom vermelho, pintei meus olhos, vesti minha armadura, isso aí não pega mais!

Sinto muito sobre essas posturas tão antiquadas, mas meio termo não me satisfaz.
Sou assim mesmo, do jeito que sou, do jeito que quero.
E eu vou, vou do jeito que der, do jeito que for!
Um dia me disseram que eu não podia ir como estava, sabe eu posso sim, eu vou sim!

Menina, não deixem levarem teu riso, que tirem seu juízo, mas tem riso não.
Lembra que tu és o que quiser, tu vais onde quer, tu vives como te satisfaz.
Porque não, porque sim? Porque te disseram! Não, não creias!
Quem sou eu, quem sou eu para te dizer isso?
Eu sou você, eu sou eu, eu sou aquela que um dia leu, no outro escreveu, em outro sofreu e que está aqui.
Não, jamais vou dizer que somos iguais, somos únicas. somos sobreviventes.
Somos problemas nosso, não valemos quanto dizem, quanto falam, nem 1 nem 2, nem 100 nem mil.
Ninguém vai mudar isso, mas se não formos parceiras, quem irá de ser?
Menina, me escuta, não sou melhor do que ninguém, nem que eles, nem que seres.
Mas eu queria dizer que também senti, sinto, vivi e vivo, tudo isso.
Vem cá vamos lá, vai lá.
Sabe aquele lugar para mudar o mundo? É aqui, é agora!
É quando eu, e você quisermos.
Só vai passar o que a gente quiser, o que a gente deixar.

A ruptura feminina do século XXI

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Sem contestações, o transporte público é um ótimo lugar para escutar, transmitir e compartilhar informações, sejam elas sobre política, economia, viagens, fofocas, cozinha, decoração e relacionamentos amorosos. E é sobre esta última opção que tanto debatem as mulheres nos vagões, escadarias e cadeiras dos metrôs e ônibus das cidades.

Há pouco tempo uma senhora aparentando 60 anos de idade perguntou para uma moça, de mais ou menos 25, o por que de sua solteirice, a resposta da jovem foi: “Por enquanto, está é minha opção”.

“Quero casar”, “não vou ficar para titia” ou, “não quero ficar para trás” são frases que geralmente as mulheres usavam para retratar o desejo de possuir alguém ao lado e dividir os momentos do cotidiano. Mas uma coisa é certa, essa fase de desejo matrimonial, já passou!

De acordo com a pesquisa do Censo 2010, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os solteiros continuam sendo a maioria da população brasileira, o correspondente a 55,3%, enquanto os casados representam 34,8% e os divorciados equivalem a 3,1% .

Sem dúvidas, as conquistas femininas do século XXI são incontestáveis. Não existe mais aquela história de nascer, crescer, conhecer alguém, casar, ter filhos e morrer. Felizmente essa ordem da vida ficou no passado.

O sexo feminino saiu do papel de dona de casa e de esposa, e começou a ocupar cadeiras no mercado de trabalho, na política e em tudo mais que antes só era direcionado aos homens. No entanto, quando se trata de relacionamentos, em alguns casos, sinônimo de mulher solteira é mulher infeliz.

Para parte da sociedade a solteirice significa mulher fracassada, para essas pessoas, uma notícia: mulher solteira é mulher feliz, e existem SIM, muitas vantagens em estar solteira.

Não dar satisfações, ter liberdade, fazer o que quiser e na hora que quiser são algumas das vantagens encontradas por aquelas que amam a solteirice. Quem nunca desejou morar sozinha e dizer sim ao telefonema de uma amiga referente a uma viagem ou uma noite na balada, ou chegar em casa e comer ‘gordices’ assistindo TV, em vez de se preocupar com o almoço e jantar do dia seguinte?

Mas como em tudo na vida há um lado negativo, estar solteira também tem suas desvantagens. Há momentos de nossas vidas em que a vontade de estar perto de alguém é maior do que qualquer outra coisa, e então, bate aquela ânsia por dividir um sorvete, um brigadeiro, a pipoca, as dificuldades, as histórias…Nessas horas, a melhor opção é sair com os amigos e talvez, flertar com alguém na balada, afinal, uma vez ou outra, precisamos de companhia. Até porque estar solteira não significa estar encalhada, ou absolutamente sozinha.

O ser humano é assim, há momentos que em a carência é demais e precisamos estar com alguém e, há alguns momentos em que diferente do plural, o singular é a melhor opção.

Diante do debate entre ‘solteiras vs comprometidas’, uma coisa devemos concordar, a questão não é ser estar sozinha ou acompanhada, a questão é estar feliz da maneira que achar melhor, e mais ainda, acabar com estes estereótipos impostos pela sociedade ( Que hoje é menor sim, mas ainda existe).

O importante é ter consciência de que nós somos a melhor companhia, ou seja, somos a NOSSA melhor companhia, e que não precisamos de uma segunda pessoa para encontrarmos a felicidade.

Em suma, a solteirice é você estar feliz e satisfeita consigo e entender que a sua vida depende unicamente de um indivíduo, VOCÊ!

Para aquelas que estão comprometidas uma dica: Primeiramente, esteja feliz com e por você, pois só assim, poderá ser feliz com ser parceiro.

Para aquelas que estão solteiras e amam este estado civil, uma outra dica: Seja a sua melhor companhia sempre e também, seja e esteja feliz com você. A felicidade depende das próprias pessoas, o segundo indivíduo é um complemento para a vida e não a exclusividade dela.

Fracassadas não são as pessoas que escolhem viver sozinhas e sim, as pessoas que acham que para serem felizes só precisam ter alguém para dividir a vida e tudo além dela, pois, ninguém conseguirá ser feliz se depender de outra pessoa para tal fato.

Afinal de contas, estar sozinha é uma questão de escolha e não de felicidade.

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