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Intercâmbio High School? Vem saber como é!

Arrumar as malas, pegar o visto ou passaporte, se despedir dos amigos e da família, etc. É necessário checar tudo, para que a viagem que organizou dê certo.

Para se ter noção, o número de agências do segmento de Estudos e Intercâmbios cadastradas no Cadastur, do Ministério do Turismo, identificou que entre os anos de 2009 e 2016, de 945 agências, foi para 5.425 empresas entre os estados com maior número: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

E é obvio que são os jovens que optam por querer conhecer novas culturas, novas pessoas e novas experiências, uma nova língua.

Para você, leitora da Garota da Cidade entender melhor, como se prepara uma viagem de intercâmbio, veja a seguir a entrevista com a estudante Ana Clara Ebert que passou cerca de 1 ano no Canadá e aprendeu muito com esta experiência em sua vida.

 

Embarque nesta entrevista abaixo:

 

Garota da Cidade: Qual foi a experiência de morar em casa de família (prós e contras)?

Ana Clara: Morar em casa de família baseia-se em sorte. E felizmente, eu posso dizer que dessa eu tive muita. Minha família era pequena (apenas meus pais e eu), mas maravilhosa! Eles me acolheram e me trataram como filha própria, e hoje, eu os considero como minha segunda família. O lado bom de morar com “host family” (casa de família) é a possibilidade de estar completamente imerso na cultura do pais, e portanto, observando de perto a rotina comum das pessoas; além de seus hábitos, suas comidas e celebrações típicas. O fato de estar ao redor de pessoas que gostam e se preocupam com você ajuda muito ao longo da experiência, sendo assim, mais difícil se sentir sozinho. Entretanto, para alcançar essa harmonia é necessário entrar em consenso com as regras da casa. Isso vai de cada família. No meu caso, tais regras eram bem aceitáveis, como por exemplo: “curfew” (o horário para voltar de noite aos finais de semana), guardar a louca levada, limpar meu próprio quarto e banheiro, lavar minhas roupas na máquina, etc. Se as regras da família não correspondem ao desejado, existe a opção de troca de família. Mas, honestamente, a maioria das famílias apresentam essas regras básicas, e meu conselho é tentar se adaptar a elas. Afinal de contas, a família (geralmente) também está tentando se adaptar à nova situação.

 

GC: Como é a volta depois do intercâmbio?

AC: Eu diria que foi uma das partes mais difíceis pra mim. Durante o intercâmbio a sensação de liberdade que eu tive foi imensa. Eu tomava minhas próprias decisões e sentia um prazer inexplicável de poder ser qualquer coisa que eu queria ser. Foi como começar uma vida do zero, onde tudo é novo e inesperado, e o melhor, ninguém te conhece. Se adaptar de volta a minha vida no Brasil leva tempo. Eu precisei e ainda preciso me lembrar que a situação não é mais a mesma, eu não tenho mais tanta liberdade como antes, em termos de locomoção (só andava de ônibus e bicicleta lá), financeiros (tive que aprender a lidar com meu próprio dinheiro), além de não ter que dar muita satisfação para os meus pais, como é aqui no Brasil (risos). Sem falar da saudade que eu tenho de todas as pessoas que eu conheci e que foram muito importantes pra mim. Em resumo, é só mais um processo de adaptação inevitável; e quando bate a saudade, me lembro de agradecer pela experiência incrível que eu tive.

 

GC: Você acha que as pessoas mudam depois do intercâmbio? E foi difícil se acostumar por ficar tão longe de casa por muito tempo?

AC: Isso depende muito da pessoa e um pouco da duração do intercâmbio. Eu pessoalmente mudei bastante a partir do segundo semestre (na metade do intercâmbio); foi quando eu realmente sai da minha zona de conforto e me abri totalmente para a experiência. No começo, levei um tempo para me adaptar com a rotina, alimentação, escola e principalmente com a língua. E até ai eu já havia aprendido muitas coisas, mas não mudado muito como pessoa. Aos poucos fui aprendendo e percebendo coisas as quais não faziam parte de mim antes, e por isso que um ano completo foi o tempo perfeito de intercâmbio pra mim. E hoje eu me sinto diferente internamente. Mas esse tipo de coisa vai muito do tipo de pessoa e da experiência que ela teve. Meu conselho é tentar se abrir um pouco diante daquilo que é diferente ou que você não está acostumado; é realmente surpreendente o que você pode aprender com isso.

 

GC: Qual cidade você optou por estudar? E porquê da escolha?

AC: Eu estudei em Ottawa, capital do Canada. Para ser completamente honesta, minhas decisões foram bem confusas e totalmente em cima da hora. Porém, se deram baseadas no meu processo de relacionamento e paixão com viagem que já era antigo. Eu havia tido experiências anteriores de intercâmbio nas cidades de Londres e Vancouver durante o primeiro e segundo colegial respectivamente; contudo, foram escolas de verão com duração apenas de um mês. Após minha volta de Vancouver em julho do ano passado (2015), eu decidi que queria retornar para um intercâmbio de um semestre. Todavia, já estava a um mês do início do ano escolar canadense e todas as vagas para Vancouver estavam ocupadas; e portanto, entre as poucas opções de cidades restantes, decidi escolher Ottawa, sendo a capital. Como se já não bastasse; no fim do ano, decidi prolongar o intercâmbio para mais um semestre, realizando um ano completo.

 

GC: Como foi o processo do visto?

AC: Eu tirei meu visto através de uma agência de viagens, que me auxiliou na parte burocrática (o que é bem indicado para uma primeira vez no intercâmbio). Como havia dito anteriormente, eu havia viajado para Vancouver num período de um mês e para essa viagem eu tirei o visto de turista com a agência (o que foi muito fácil e rápido, para o visto canadense nem é preciso ir a uma embaixada como o americano). Como meu intercâmbio para Ottawa foi programado inicialmente para a duração de apenas um semestre; não foi necessário fazer outro visto, pois para 6 meses só é requerido visto de turista. Todavia, quando decidi estender para mais um semestre, foi necessário entrar com o pedido de visto de estudando (Student Permit). Todo o processo foi realizado pela minha companhia de viagem que tinha uma sede lá no Canada mesmo, para esse tipo de auxílio. Se você está pensando em ficar um ano todo, será necessário o visto de estudando desde o começo (o que seria até mais fácil, pois evita as complicações futuras para a extensão).

 

GC: Como foi se adaptar com o inglês?

AC: É bem difícil mudar para um país, onde você não conhece a família, a escola, a língua e os costumes. Uma das minhas maiores frustrações foi, com certeza, o inglês. Uma coisa é, ir viajar de férias e usar o inglês como um turista, e outra é precisar do inglês para se comunicar no dia a dia; como apresentar trabalhos ou aprender matérias na escola, para tentar estabelecer relações significativas de amizade com pessoas, para se expressar de uma forma verdadeira e legítima. E é sim difícil, algumas vezes, achar as palavras exatas, nos momentos certos. Eu convivia com canadenses e sempre comparava meu inglês com o deles, e obviamente, me decepcionava; porque o nível não era o mesmo. Eu acabei percebendo que minha situação era completamente diferente de um nativo que falava inglês desde que nasceu. E com o tempo, meu inglês foi melhorando naturalmente ao longo do processo. O meu conselho em relação a isso, é ter a mente e o coração abertos para falhar mais que o esperado e para ser o estranho/perdido por um tempo; faz parte da experiência e te dá a oportunidade de aprender com as outras pessoas.

GC: Pretende voltar algum dia para o Canadá?

AC: Com certeza! Em breve espero.

 

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GC: Qual tipo de intercâmbio você fez?

AC: Meu intercambio foi de estudo em uma escola de ensino médio (High School).

 

GC: Como era a sua rotina?

AC: Durante a semana, eu acordava ás sete da manhã. Pegava o ônibus para ir pra escola e pra volta. Minhas aulas começavam as nove e vinte e o almoço era ao meio dia (lá na escola mesmo) porque eu tinha aula até as três e vinte. Duas ou três vezes por semana eu ficava na escola depois das aulas porque eu tinha treino ou jogo (com os times de basquete e rugby). Depois voltava pra casa e jantava com meus pais entre umas seis/sete. Mais tarde eu tinha aula de kickboxing em uma academia de luta perto da minha casa (o currículo brasileiro exige que os alunos de intercâmbio escolar façam atividade física pelo menos 3 vezes por semana; o esporte na escola conta pra isso, mas eu queria fazer alguma coisa diferente). De noite, terminava algum trabalho da escola e ia dormir umas dez/onze horas. De final de semana, eu passava o dia fora com meus amigos ou minha família e estudava um pouco para as aulas da escola.

GC: Qual país que você ficou? E qual foi a duração?

AC: Eu fiquei no Canada (cidade Ottawa) durante 10 meses (um ano escolar completo).

 

GC: Qual comida que mais e menos gostou?

AC: Com certeza a minha refeição preferida era o típico café da manhã canadense que minha família fazia todo sábado de manhã. Ovos, bacon, torrada e batata!! Que delícia!! A única coisa que eu não gostava muito, mas é bem típico da culinária de lá, era o feijão com caldo doce que eles tem o costume de comer em algumas refeições.

 

GC: Como eu sei qual nível de inglês eu devo cursar?

AC: Assim que eu cheguei lá, tive que fazer alguns testes para verificar meu nível de inglês e também de matemática para as aulas da escola. É um teste que envolve conversação, escrita (redação) e alguns exercícios de matemática. E a partir dos resultados, fui direcionada para o nível adequado. Dependendo do seu nível, existem dois tipos de aula de inglês na escola (pelo menos em Ottawa): o chamado ESL (“English as a Second Language”) que é geralmente para alunos internacionais que tem um nível de inglês mais básico; ou aula de inglês normal, que seria o mesmo nível dos canadenses. O legal desse tipo de aula é que você consegue ver exatamente, como os próprios canadenses aprendendo o inglês lá.

 

Quem já fez intercâmbio em um momento da vida, sabe como é bom; isto é traz muitos benefícios para nós, se tornando algo enriquecedor tanto para a vida pessoal; quanto a profissional.

Ah, durante a viagem, a Ana Clara e sua parceira de viagem Lívia, tiveram a brilhante ideia de criar um blog. Quem estiver interessada (o), acesse lá www.cacao16.wordpress.com.

Experiências de um intercâmbio a São Francisco: saiba como foi para Bruna Dantas passar 3 meses nos EUA

Fazer uma viagem com certeza é incrível, fazer uma viagem para outro país deve ser melhor ainda,  e passar 3 meses lá como uma verdadeira local estudando e andando pelas ruas da cidade enquanto conhece a cultura deve ser UAU!

 Bruna Dantas, estudante de jornalismo, 21 anos, dona do blog QG da Bruna, carioca que mora na cidade maravilhosa, conta em um papo super legal como foram algumas de suas experiências em um intercâmbio a São Francisco, nos Estados Unidos, e descreve como foi sua persistência em busca de um sonho, além de detalhes de sua experiência em outro país com uma cultura diferente.

Como surgiu seu interesse em fazer intercâmbio?

“Desde o terceiro ano do ensino médio comecei a me interessar por intercâmbio conversando com algumas amigas e pensamos em fazer juntas. Começamos a visitar feiras de intercâmbio, agências, e também a pesquisar em casa pela internet. “

Como rolou a escolha do lugar?

“Acabamos escolhendo os EUA porque tínhamos mais vontade de conhecer e também mais lugares para ir por lá. Pensávamos em passar 3 meses, e o objetivo era pegar a época das férias de dezembro à fevereiro, e como seria inverno pensamos na Califórnia que não faz tanto frio, já que estamos acostumadas com muito calor (risos).”

Então você acabou indo com suas amigas?

“Os anos foram passando e nossos planos se desencontraram e acabei indo sozinha. Percebi também que ir com amigas pode não ser tão bom porque você não vive a experiência do intercâmbio por completo. “
“Coloquei na cabeça que faria o intercâmbio no final de 2014, trabalhei durante o ano pra ganhar dinheiro e, enquanto isso, fui conversando com a agencia de intercâmbio que mais tinha me agradado. No meio do ano fui até lá e Fechei o pacote. Acabei indo só em janeiro porque entrei de férias mais tarde do que imaginava.”

Qual você considera ser o nível mínimo de inglês para um intercâmbio?

“Não tem nível mínimo, qualquer um pode fazer! Claro que é um desafio maior pra quem não tem conhecimento na língua, mas essas são as pessoas que mais aproveitam. Já vi dois meninos chegarem na minha escola sem saber dizer uma palavra em inglês, tenho certeza que eles já estão num nível bom atualmente. Fiz muitos amigos que quando eu cheguei já estavam num nível mais avançado, mas me contaram que chegaram lá no nível mais básico de todos.”

Qual região dos EUA você ficou?

“Fiquei em San Francisco estudando, mas também aproveitei pra visitar New York e passei uma semana em Katy, no Texas.”

O que você mais gostou no país?

 “Acho que o que mais gostei foi a diversidade, tem de tudo um pouco por lá! Conheci muitos restaurantes de países diferentes que eu nunca tinha provado a culinária, por exemplo. Particularmente, achei san francisco uma cidade bem alegre e que sempre tem algo pra fazer e algum lugar novo pra visitar.”

Ainda estudava na época? Como fez para organizar seus estudos?

 “Na época eu já fazia faculdade e tive que trancar o semestre.”

O que a sua família achou da sua escolha em estudar fora?

 “Minha mãe me ajudou bastante, foi comigo na agência, fez milhares de perguntas, e também apoiou desde sempre, ela sabia que seria importante pra mim. A parte ruim foi pensar em como minha vó ficaria, porque na época ela estava mal devido a uns remédios e eu era a maior companhia dela. Acabou que, no tempo em que eu estava fora, os medicamentos foram trocados e ela ficou bem! Eu falava sempre com minha família por whatsapp e skype.”

De que era o curso? O que você achou dele?

 “Fui para uma escola de inglês que me pareceu bem legal e diferente porque a cada mês você pode montar a sua grade com matérias que não são muito óbvias. Por exemplo, estudei artes, tive uma matéria pra falar em público, pra fazer redação acadêmica, aula de negócios, etc. Achei isso bem legal porque eu já falava inglês, só queria aperfeiçoar, então ir pra uma escola comum seria meio sem graça.”

Escolher a grade é pra quem tem mais experiência com o idioma ou quem não tem também pode fazer?

“É pra todos os alunos, mas as matérias oferecidas para os níveis mais básicos são mais simples: gramática, pronúncia, etc. os mais avançados começam a ter essas opções diferentes porque, pra isso, já precisam ter uma noção de como trocar ideias e conversar em inglês, aí podem aprender um vocabulário diferente.”

3 meses já foi um bom tempo para aprender bem o conteúdo?

“Acho que o tempo foi suficiente, mas o problema é que a escola só teve número suficiente de alunos para abrir o nível mais avançado quando eu já estava perto de ir embora. Na maior parte do tempo vi muita coisa que eu já sabia. Sem falar que cada curso demorava 4 semanas, então não tinha esse problema de não ser tempo suficiente.”

O que você acha que te desagradou nos EUA? Já vi pessoas que fizeram intercâmbio e disseram que foram vitimas de preconceito, isso aconteceu com você?

 “Jura? não sofri preconceito não! Bom, duas coisas que me desagradaram: a primeira é o custo de vida (especialmente em San Francisco), não é barato pra gente que não recebe em dólar! As coisas não são super baratas como as pessoas costumam achar e você acaba gastando muito com comida e transporte, essas coisas. Outra coisa é a segurança, algumas partes da cidade são meio perigosas e tem muita gente nas ruas, muita gente com transtornos mentais e também usuários de drogas.”

Qual foi seu maior aprendizado ao fazer intercâmbio? Não pelo curso, mas sim experiência em si

“A gente aprende que tem muito mais coragem do que pensa, as pessoas costumam comentar “Nossa, mas você é muito corajosa de ir assim sozinha”, só que, na verdade, pra ir só é preciso vontade, as coisas vão acontecendo e você simplesmente precisa lidar com elas, não é uma escolha ter coragem, você precisa!”
“Acho que todo mundo deveria viver uma experiência como essas até mesmo pra se descobrir, é muito fácil estar sempre na nossa zona de conforto, mas mudar a nossa realidade e estar com pessoas totalmente diferentes faz a gente se entender muito mais.”

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