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Pinacoteca de São Paulo inaugura exposição sobre arte moderna

A novidade “Galeria José e Paulina Nemirovsky – Arte moderna” que apresenta mais de 100 peças a partir deste sábado (22) às 11h,  faz da Pina o único museu de São Paulo com obras que contam toda a História da Arte no Brasil. A exposição fica em cartaz até agosto de 2019.

As 700 obras, distribuídas em 2mil metros quadrados, contam a História da Arte no Brasil do período colonial até os anos 1970. “Essa é uma exposição única e especial, que percorre grande parte do cenário histórico-cultural brasileiro do século XX. ”, disse a curadora Valéria Piccoli.

Antropofagia, 1929, óleo sobre tela, Tarsila do Amaral. A obra compõe o acervo na Pinacoteca(Foto: Reprodução Warburg)

Antropofagia, 1929, óleo sobre tela, Tarsila do Amaral. A obra compõe o acervo na Pinacoteca(Foto: Reprodução Warburg)

A mostra é uma reorganização e ampliação da mostra sobre modernismo, que ficou em cartaz por quatro anos na Estação Pinacoteca e agora ocuparão cinco salas no primeiro andar do edifício da Luz e faz conexão entre a exposição do segundo andar “Arte no Brasil: Uma história na Pinacoteca de São Paulo” e “Vanguarda brasileira doa anos 1960 – Coleção Roger Wright”, aberta recentemente.

Inaugurada no primeiro andar, tem como foco importantes momentos do período moderno no Brasil: as inovações formais do primeiro Modernismo (de Tarsila e Lasar Segall), a preocupação com questões sociais que marca a obra de Portinari e Di Cavalcanti, o interesse pelos artistas autodidatas ou treinados fora das academias de arte (como Volpi, Pancetti e José Antonio da Silva), a emergência da abstração lírica e geométrica. A exposição também reúne obras do período Concreto e Neoconcreto, finalizando com uma seleção de peças ligadas às correntes mais líricas do abstracionismo.

Antropofagia (1929) de Tarsila do Amaral, Homem andando (entre 1936 e 1937) de Ernesto de Fiori e Fachada (1955) de Volpi, são algumas das obras expostas. José e Paulina Nemirovsky são os colecionadores que se associaram à instituição pública com o intuito de dar maior visibilidade a este patrimônio artístico, e nomeiam a galeria.

Detalhes:

Praça da Luz, 02, 1º andar da Pinacoteca.

De quarta à segunda-feira, das 10 às 17h30 (permanência até às 18h).

Ingresso: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).

Crianças com menos de 10 e adultos com mais de 60 anos não pagam.

Aos sábados a entrada é gratuita para todos os visitantes.
Mais informações.:  (11) 3324-1000

Calvin Klein Jeans recebe grafiteiro Zezão para tarde de customização em São Paulo

A Calvin Klein Jeans, em parceria com o grafiteiro Zezão, recebe o artista para dois dias de customização onde ele assina suas obras em peças da marca adquiridas por clientes. O evento acontece na loja House of Calvin Klein do Morumbi Shopping (22/10), e na loja Calvin Klein Jeans do Shopping Iguatemi (29/10), das 15h às 19h.

Calvin Klein Jeans arma tarde de customização de roupas com grafiteiro Zezão (Divulgação Calvin Klein)

Calvin Klein Jeans arma tarde de customização de roupas com grafiteiro Zezão
(Divulgação Calvin Klein)

Inspirado em Jean-Michel Basquiat, o artista plástico passou a percorrer novos caminhos com sua arte, como paredes de canais de esgoto e prédios abandonados. Zezão ganhou fama por colorir subterrâneos da cidade de São Paulo e hoje também compõe sua obra com outros materiais como espelhos e bandejas.

(Foto: zezaoarts.com.br)

(Foto: zezaoarts.com.br)

Esta união entre moda e arte também estará presente em mais de 80 lojas espalhadas pelo Brasil durante os meses de outubro e novembro. As lojas serão ambientadas com tambores grafitados por Zezão.

 

 

 

 

Artista indígena Rosi Araújo em entrevista sobre vida, arte, ativismo e resistência

Direto do sertão nordestino, Rosi Araújo se expressa através das artes visuais, artes plásticas, desenhos, fotos, vídeos, e produção literária. Suas origens no povo Kariri influenciaram seu trabalho com instrumentos de ativismo e resistência.

Nas minhas obras, sempre tenho como foco o respeito à vida. Cultivo em meus traços algo mais orgânico para transmitir o sentimento de pertencimento à terra – Rosi Araújo

A Biblioteca Oscar Niemyer, Fundição Progresso, Ribeirão Pires, Cotia, Jundiaí e Embu das Artes já receberam a artista, que em julho de 2017 decola para um Congresso Internacional sobre povos indígenas em Belém do Pará. Entre seus projetos, também está ampliar sua coleção Sertão Encantado, afirmando e divulgando suas origens indígenas e o meio ambiente da região do sertão brasileiro.

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Rosi Araújo (Foto: Reprodução)

[GAROTA DA CIDADE] Quando decidiu que seria artista?
[ROSI ARAÚJO] Venho desenvolvendo arte há muitos anos e conquistado espaço e oportunidades aos poucos, num ritmo mais tranquilo. A arte é quem me orienta e conduz, ela tem vida própria e eu apenas a sinto e libero por meios das linhas, traços, cores, curvas , poemas e versos. Não foi uma decisão minha, mas sempre estive no mundo das artes de maneira sutil.
[GAROTA DA CIDADE] De onde surgiu a ideia de expor suas obras?
[ROSI ARAÚJO] Me surpreendi quando os amigos e familiares, me disseram que eu deveria expor. Foi com lápis grafite que me interessei e entendi do que meus amigos estavam falando. Depois da primeira exposição profissionalmente no Embu das Artes, nunca mais parei.
Antes eu realizava exposições com textos, poemas, e artefatos indígenas, como colares, cocar entre outros, junto com outros indígenas.
[GAROTA DA CIDADE] Qual foi a reação da sua família?
[ROSI ARAÚJO] Minha família é meu maior apoio, sempre me companham e incentivam, é como um balsamo alimentador e inspirador ter este carinho e apoio. Devo muito a eles, em especial à minha mãe.

Exposição de Rosi Araújo "Natureza Indígena - Grafismos" nas Olimpíadas Rio 2016

Exposição de Rosi Araújo “Natureza Indígena – Grafismos” nas Olimpíadas Rio 2016

[GAROTA DA CIDADE] Qual o significado das suas obras pra você, e o que quer transmitir com elas?
[ROSI ARAÚJO] Nas minhas obras, sempre tenho como foco o respeito à vida. Cultivo em meus traços algo mais orgânico para transmitir o sentimento de pertencimento à terra, com forte influência da cultura indígena nativa brasileira. Os elementos como sol, terra, água e ar, sempre podem ser percebidos, principalmente na minha coleção “Sertão Encantado”.
A exposição “Natureza indígena”, que expus nas Olimpíadas 2016 foi feita exclusivamente para este momento. Uni vários traços e expressões de povos diferentes, foi um desafio. Em uma mesma tela podemos notar e sentir vários ritos e energias da natureza traduzida pelas artes do grafismo indígena, que é sagrado, pois compõe uma linguagem entre o homem e a natureza, liga as diversidades de vidas existentes ao sagrado e o espiritual. Podemos dizer que é como uma linguagem que transmite sentimento, emoções e valores que tem na cultura indígena.
[GAROTA DA CIDADE] Qual é seu lugar favorito para ver e apreciar arte?
[ROSI ARAÚJO] Adoro visitar museus e exposições e o Embu das Artes é sem dúvida, depois das aldeias, o meu favorito. Lá você vê os artistas ao vivo, você respira arte e pode conversar com o artista e ver como são mortais especiais de grande alma, sentir os cuidados e técnicas que eles dedicam as suas obras. Isso é arte de verdade.
[GAROTA DA CIDADE] Sobre seus livros “Receita das Palavras” e “Unir versos”. De onde veio a inspiração pra eles?
[ROSI ARAÚJO] Meus livros Receita das palavras e Unir versos, vieram antes dos quadros. Primeiro eu escrevia muito, nem sabia que se chamavam poemas, mas sim, combinações de palavras com energia da natureza.
“Unir versos” é uma coleção de poemas que escrevi durante o ano de 2015. Comecei publicando no Facebook e adorei porque meus amigos e familiares sempre liam e pediam para copiar. Foi quando eu tive a ideia de publicar o livro.
O Receita das Palavras, é uma brincadeira que mistura narrativa de uma culinária com a alfabetização e a gramática, ficou lindo. Participei de um concurso na ECA USP e fui selecionada, a publicação saiu em 2015. Foi um grande desafio que me incentivou muito, percebi que estava no caminho certo.
[GAROTA DA CIDADE] Tem projetos futuros para a carreira?
[ROSI ARAÚJO] Pretendo dar aula por um período na aldeia do meu povo Kariri, no sertão do Ceará. Estou conversando e organizando um projeto com as professoras da Escola indígena. Quero multiplicar e ensinar um pouco do que aprendi sobre o mundo das artes. Será uma espécie de troca de técnicas, já que na aldeia todos os indígenas tem seus dons artísticos da cultura e tradição ancestral.
Também quero estudar e conhecer mais técnicas artísticas, unir ao poema, videos e fotos, entre tantas outras artes que amo muito. Ficarei no RJ em uma turnê até o final de 2016, depois sigo para Belém e Ceará. Espero fazer uma exposição na escola indígena dos Kariri.
E aguardem o livro “Unir versos II”!

Paulo Borges foi condecorado como Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras pelo Governo Francês

Paulo recebeu a condecoração pela Cônsul geral adjunta Marie Christine Lang (Massimo Failutti)

Paulo recebeu a condecoração pela Cônsul geral adjunta Marie Christine Lang
(Massimo Failutti)

A cerimônia aconteceu nesta quinta (18) e na ocasião Paulo Borges, idealizador e diretor criativo da SPFW, foi condecorado como Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras pelo Governo Francês, na sede de seu Consulado em São Paulo.

Paulo recebeu a grande honraria francesa, que reconhece os indivíduos que se distinguiram por sua criatividade nas artes ou na literatura, pelo seu trabalho à frente do SPFW, um dos maiores eventos de moda do mundo.

Exposição mulheres artistas: As pioneiras inaugura na pinacoteca de São Paulo

Neste sábado (13/6) foi inaugurada na pinacoteca de São Paulo a exposição “Mulheres artistas: As pioneiras (1880-1930)” com participação das obras de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Beatriz Pompeu de Camargo e outros grandes nomes da história da arte brasileira que ganharam espaço em duas salas do museu.

 
 
objetivo da reunião de mais de 50 esculturas e pinturas, é mostrar o modo como estas mulheres contrariavam o pensamento da época que tentava restringi-las à ambientes domésticos. 
Algumas das obras nunca foram vistas por públicos ampliados; entre os destaques da exposição está um dos estudos dos famosos nus de Tarsila (1921).
 
Pinacoteca (terça à domingo, das 10 às 18hrs) – Praça da Luz, 2, São Paulo.
 De 13 de junho à 6 de setembro de 2015.

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