Muitas mulheres ainda têm aquela preocupação de entrar numa calça 36, outras já têm outra intriga com a balança. Não, não para tentar emagrecer, mas sim para engordar. Infelizmente ainda vivemos na ditadura dos “padrões de beleza do Brasil”, onde ser bonita é ser magra, alta, loira e com olhos claros, ou a famosa mulata, magra com seios fardos e cintura de pilão. E infelizmente ainda são os padrões procurados pelas agências de modelos, principalmente para as de passarela.

Mas sempre tem aquela pessoa que fala “Mas você é magra, ta reclamando do que?”. Há mulheres que se sentem bem com o corpo que tem, já outras se sentem incomodadas, tristes, podendo chegar até no estado de depressão.  Pois é, não são apenas as mais gordinhas que sofrem. Ser magra nem sempre tem lá suas vantagens. Em um post feito ainda em 2015 pela modelo Gigi Hadid em seu instagram, ela desabafa sobre os comentários maldosos que foram feitos à ela por conta do seu tipo de corpo.

“Seus comentários maldosos não me fazem querer mudar meu corpo, não me fazem querer dizer não aos estilistas que me chamam para desfilar e definitivamente eles não fazem com que esses estilistas não me queiram mais”.

Foi o caso da modelo de Fortaleza A.F, que prefere não se identificar, conta que ser magra demais é desagradável, mas que hoje soube aceitá-lo, “Me sentia muito desconfortável, nunca me acostumei com aquilo. Entrar nesta profissão me fez aceitar o meu corpo e não tentar muda-lo” disse.

Não se encaixar e nem fazer parte desse “padrão” é uma luta que tentamos vencer todos os dias. O importante é se aceitar independente do número da sua calça, sua altura, cor de pele ou de cabelo.