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A geração atual e a pressão pela “vida perfeita”

Na época dos meus avós o “ideal de vida perfeita” era ter uma casa grande, um casamento estável, filhos, netos e até bisnetos. Lá pelos anos 70 nasceram meus pais; e a televisão, pílula anticoncepcional, mini saia, Elvis Presley, e outras tantas revoluções mudaram um pouco o rumo das coisas. Meus pais se tornaram parte da “geração do trabalho” e “do divórcio”, consequentemente se tornaram parte da “geração de pais ausentes”. Diferente da minha avó que era imposta ao casamento, antes de saber amarrar os tênis eu já ouvia “o que você vai ser quando crescer?”.
Depois de todas as minhas dúvidas e paixões por diferentes áreas neste labirinto de profissões, que segundo meus pais gera a “vida perfeita”, escolhi o jornalismo. Não me arrependo da escolha, na verdade amo que faço. Me sinto como uma criança ganhando um brinquedo novo cada vez que percebo que mudei algo na vida de alguém com o meu trabalho, mesmo que seja apenas o destino de volta pra casa por ter avisado do trânsito na rodovia. Mas as vezes, na verdade quase todos os dias, eu só queria sair de fininho com uma bolsa pequena em uma mão e o passaporte na outra e correr até chegar à Itália, Peru, França ou Índia, mesmo que para um hostel com vinte hóspedes em um quarto de 16m².
Conversei com algumas pessoas da minha faixa de idade, dos 15 aos 20 e poucos anos, e concluí: Somos escravos da perfeição e da pressão, que nós mesmos nos colocamos. Não sabemos reconhecer nossas próprias conquistas. Se alguém diz que começou a escrever um livro, “nossa, que legal! Você escreve super bem”, mas se tenho vontade de escrever um livro penso “mas aqueles textos chatos e infantis? Quem iria ler? Ainda preciso melhorar muito”. Se não começo “sou uma imprestável, nem pra começar um livrinho besta de textos ruins eu sirvo”.
A vida perfeita está por aí em milhares de perfis do Facebook, Instagram, Pinterest, Tumblr, Twitter, etc. “Fulano está em um relacionamento sério”, “Beltrano está se sentindo maravilhado na Europa”, “o Instagram da Ciclana é tão minimalista”, “Beltrana está com a vida feita aos vinte e poucos anos”… Mas, e eu?
Será que “nossa geração” foi destinada à esta vida onde decisões, profissões e até pessoas são destacáveis assim como uma postagem nas redes sociais? Quantas notícias e histórias eu já ouvi por aí de gente largando faculdade pra passar a vida fazendo bolos, vendendo artesanato, largando tudo por um mochilão na América Latina, deixando cargo alto em multinacional pra morar em uma ilha paradisíaca. Talvez seja culpa desse nosso costume pela novidade, pelas atualizações instantâneas, pela mudança de status, refletidas na vida. Ou até uma busca pela liberdade de toda essa pressão, de nós mesmos.
Sabe a sensação de correr, correr, correr, e chegar a perder o fôlego? É isso. Tudo o que eu queria agora é um copo d’água.

SER ME – NI – NA

“Por muitas Michelles, Marias, Larissas, Brunas, Fernandas que todos os dias são ensinadas sobre o que devem ou não fazer por medo do que pode acontecer. Por todos os Joãos, Marcelos e Claudios, que crescem pensando que delas pode fazer o que quer”

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Certa vez, uma criança andava alegremente de mão dadas com um adulto pelas ruas.

Uma vez mudaram de calçada.

Certa vez desviaram o seu caminho.

Uma vez já era noite e ficaram com medo de andar.

Certa vez trocaram de roupa para poder caminhar.

Os anos passaram e cresceu.

Os anos passaram e o corpo da criança mudou!

Certa vez olharam seu corpo sem pudor.

Uma vez disseram que não era roupa para se por.

Mais uma vez teve medo de andar só.

Mais uma vez trocou de calçada para não incomodar – se ao andar.

Certa vez passou e não foi o passarinho que assobiou.

Uma vez não foi para o trânsito que a buzina tocou.

Mais uma vez o caminho desviou.

Uma vez disseram que aquele não era lugar para ir.

Outra vez de roupa mudou.

Uma vez passaram lhe e mão sem permissão.

Certa vez não entenderam o significado de NÃO.

Uma vez beijaram sem permissão.

Outra vez lhe disseram não deveria ir.

Mais uma vez andavas pelas ruas.

Outra vez teve medo de caminhar.

Uma vez alguém andava atrás.

Dessa vez não era assalto.

Certa vez conduziram sem autorização.

Certa vez abusaram sem direito a reclamação.

Mais uma vez falaram que tinhas bebido.

Mais uma vez falaram que se estivesse em casa não teria acontecido.

Outra vez disseram que foi quem procurou

Outra vez disseram que tinhas culpa.

Mais uma vez disseram que faltou noção.

Mais uma vez disseram que gostou.

Outra vez te apedrejaram.

Mais uma vez, mais outra vez, mais outra vez e um infinidade de vezes te mataram…

Mais uma vez tinhas a culpa

Mais uma vez era melhor não falar.

Mas por quê? PORQUE TUDO SEMPRE FOI ASSIM?

– Eu não te contei quem era a criança!

“Certa vez, uma menina andava alegremente de mãos dadas com a sua Mãe pelas ruas.”

E foi assim ela aprendeu que ser menina certa vezes, outras vezes, mais outras vezes não seria fácil e foi assim que ser mulher foi o fardo que a vida lhe deu.

Quando falamos: “Adeus”

Palavras calmas e diretas pronunciadas por duas bocas que sorriram ao mesmo tempo, gargalharam ao mesmo tempo, conversaram e se encontraram loucamente. Palavras calmas e diretas proferidas por duas pessoas que passaram por bons momentos e que agora, não se sentem.

Após uma noite de sono (quase bem dormida) foi possível notar o grau de intensidade da palavra “adeus”, pois, significa ausência, significa perda e significa: “Meu Deus!” 🙁

Diante do seu afastamento eu não me descabelei, eu não morri, eu não surtei, eu não “chutei o pau da barraca” e eu não afoguei minhas mágoas.

Pelo contrário…

Diante do seu afastamento eu saí, eu curti, fui trabalhar, fui andar pelas ruas e nos finais de semana eu vi os amigos e aproveitei o domingo, mas, durante todo o resto do tempo faltou o seu cheiro, faltou sua mensagem, faltou o seu carinho.

Durante um período eu notei o quanto a sua ausência me marca, mas, eu não morri não, tá? Eu só percebi que a vida é mais fácil quando podemos dividir os acontecimentos com alguém.

Quando você não está a vida continua sendo vivida, a balada continua sendo curtida e os barzinho continuam com as amigas, mas, seria ótimo poder voltar para a mesa e te encontrar lá, me esperando para contar como foi o jogo, contar o que o garçom falou e como a bebida te agradou.  Mas eu não morro, tá?

E não se engane, porque eu não vivo querendo perecer ou querendo comer loucamente para tentar te esquecer. Não se engane, porque eu durmo, eu sonho, eu planejo, eu continuo sorrindo e continuo vendo os dias lindos.

Só não há como negar que quando você surge meu coração parece acelerar e meu pensamento avivar.

Mas sem você eu não morro não, tá bom?

Vou seguindo e vivendo no mundo, aproveitando os minutos.

Leia a Bula

Calma, não pira!

Não pira, porque ela vai te enlouquecer.

Ela é maluca, não faz sentido algum, se liga pula fora, se não você vai sofrer.
Ela é bipolar, não tem lógica, e não é um livro fácil de ler.

Ah cara você não tem ideia da onde está se metendo!
Ela não dessas “complicadas e perfeitinha” sinto em te avisar amigo, ela é um furação.
Cada dia parece um terremoto, cada vez um abalo sísmico, você não tem ideia, você não tem noção.

Amigo essa história não é daquelas que você lê nas horas vagas, que lê sentado no ônibus.
Você vai se perder nesses capítulos, te juro, jamais vai entender.
É contra indicado tentar entender o que acontece com ela, é melhor prevenir nem tente.
Ela vive contente, vive sorrindo, mas você chorando, às vezes mentindo.

Ela é um misto louco de todas as emoções e sensações.
Cuidado com doses é de entorpecer.
Ela vai da leveza ao stress e uma questão de segundos.

Ela é a menos sensível e a mais desapegada do mundo, mas não se engane de por um segundo ela parecer ciumenta e simplesmente um pouco grudenta, mas estranhe se isso não durar pouco mais que alguns minutos, logo ela volta ao normal e quando você se der conta, ela não que nem saber de você.

Não “morda” com as grosserias, às vezes ele não sabe muito se portar, é mocinha, é sim, mas tem um lado cavalo, que sem querer toma o seu corpo, e quando ela vê, já saiu, já falou, mas é sério, não é por mal, acredite, ou melhor não acredite em tudo não.

Ela tem medo de aproximações, paga para não sofrer, por isso afasta e assusta antes de começar, abandonar o barco é mais fácil que se afogar
Essa insensibilidade toda é armadura, mas ela tem coração.

Já assustou?

Não faz isso, pode ter certeza que esse livro vale a pena, que o filme pode ser surpreendente.
Não há precauções, nem indicações que facilitem a viagem, nem Bula que resuma, mas enfim porque não? Vai nessa, mas só mais uma dica, vai inteiro, metades não a satisfazem!

Não há regras para decidir entre razão e emoção

Maicon Souper já dizia: “Ouça a razão e viva sem dores, ouça o coração e seja feliz, mesmo com dores…”.

Se por um lado viver a vida sem medo de ser feliz é algo que o ser humano necessita fazer, por outro, pensar nas consequências de seus atos é algo importante para que não haja tristezas e frustrações.

Uma coisa é fato, razão e emoção são duas coisas que não andam de mãos dadas, mas, andam lado a lado.  A todo o momento temos que realizar escolhas, e muitas vezes, ficamos em cima do muro decidindo se escutamos o que o coração ou o que o cérebro nos diz.

A realidade é que nem sempre podemos fazer o que a emoção nos manda e, nem sempre podemos deixar de agir com os nossos sentimentos. O mesmo vale com a razão, nem sempre podemos viver somente pela racionalidade, pois, assim como o coração, o cérebro também nos trai.

Quantas vezes deixamos de sentir a adrenalina correr pelas nossas veias porque a razão falou mais alto? Quantas vezes deixamos de sentir o coração bater à mais de mil pelo receio do que poderá acontecer? E, quantas vezes optamos por sofrer, pelo simples motivo de escutarmos os nossos sentimentos?

Todo ato têm uma consequência. Agir pela emoção pode trazer felicidade, assim como pode ocasionar o sofrimento. Agir pela razão muitas vezes te livra de lágrimas e preocupações, mas ao mesmo tempo te livra de sorrisos e momentos saltitantes.

Todo mundo já se viu em alguma situação em que a razão dizia uma coisa e a emoção outra. E meu Deus,  como é difícil ter discernimento para saber a quem ouvir !!!!

Nesse momento, são raras as vezes que temos certeza do que fazer e de como agir. É nessa hora que o tempo passa num piscar de olhos, quando na realidade precisamos de séculos para pensar em qual decisão tomar. É nessa hora que dentro de nós o coração e o cérebro entram numa dura batalha para ver quem grita mais.

Não há uma regra que estabeleça momentos em que devemos agir pela razão e momentos que devemos agir pela emoção. Infelizmente não há.

A única convicção que temos é que boa ou ruim as decisões sobre ‘N’ acontecimentos de nossas vidas precisam ser tomadas. E seja essa decisão certa ou errada, as consequências que virão com ela necessitam de responsabilidade. Ou seja, entre razão e emoção não há certo ou errado, há apenas a vontade e o pensamento analisado por cada tipo de pessoa.

Não há mandamentos quando se trata de razão e emoção, há apenas consequências!

Se não desse errado…

Para você que eu tanto quis…

Ei você…. Você mesmo, você que eu tanto quis.
Quem é você de verdade? Você existe mesmo? Quem é você que eu quis tanto…
Eu que te quis tanto e você que não quis nada, parece que a gente se envolveu na hora errada do jeito errado. Ou melhor, eu te quis tanto que nem percebi que a gente nunca se envolveu, talvez tenha sido só ilusão, eu juro que tentei e fiz de tudo para que desse certo.

Mas não deu, nunca dá!

E olha que eu sou persistente, eu tenho esperanças. Mas é sempre tudo igual.
Eu estou lá, desapegada, praticando literalmente a lei do desapego. Quem nunca?
Ou melhor quem sempre, tentou resolver os problemas com uma dose de balada, umas belas tequilas, muita gente desconhecida, algumas bocas, tudo seguido de um cálice de arrependimento. Tudo que no fim não preenche em nada.

E o que acontece…. Aí aparece alguém, no meio de tudo isso, alguém que parece que vai ser diferente. Então você sente as borboletas no estômago de novo, a falta de ar, aquele friozinho, tudo selado com um sorriso bobo. Mas é claro, juramos de pés juntos que não vai ser paixão, e que não vamos nos envolver, só que do que adianta se já foi já era!

Acontece e quando a gente vê, já está agindo feito boba, já se perdeu nas atitudes. A mulher independente e decidida desceu do salto 15, colocou os pés no chão e deixou que os sentimentos a fizessem voar de novo feito uma menina.
Mas você, eu não só acreditei, realmente foi diferente! A forma com aconteceu, o enredo. O roteiro saía dos clichês da minha vida. Você não era mais um dos exemplares do sexo masculino que passavam pela história sob uma mesma ótica e objetivo, você foi diferente, você foi mais, para mim você foi único.

Porém, se a vida não fosse feita de, porém, seria tudo mais fácil. Não é mesmo? Mas ela é, feita não de um, mas de vários, o tempo todo.

E o fim. O fim é sempre igual.

Afinal se desse certo, não seria eu. Eu sou toda errada, que mesmo fazendo tudo certo, não tinha como ser diferente. Eu sou assim, minhas histórias foram assim, foi à vida que me fez assim. Desculpa se eu já estava toda quebrada, aos pedaços quando você chegou. Desculpa se eu nunca soube começar certo uma conversa, quanto uma mais uma história, muito menos de amor. Eu não sei ser certa eu sinto muito, não sou comum, nunca soube ser assim, e sinto mais, porém não quero aprender.

Talvez se eu não lembrasse de tudo que foi, de tudo que não foi, de tudo que não é, fosse mais fácil, fosse o CERTO.
Mas não foi.

E você, você que eu tanto quis. Que foi tão diferente se esvai da minha vida, feito só mais um daqueles personagens, e eu ainda sonhava com você no papel no principal mesmo depois de tudo, eu te queria lá estrelando esse filme.
Só que quando eu vi, você já tinha ido, a cicatriz estava cravada, mas com o tempo eu sei que isso não vai doer mais.
E sabe eu sei, eu tenho certeza que você foi e é diferente, mas também você não era o que tanto falou, não era e não foi ..

O certo.

E pra quem não a conhece…

Ela canta e encanta

Sabe exatamente quem é

O que quer.

Não se deixa enganar

O mundo já a ensinou

E pra quem a conhece

Sabe que muito amou.

Ninguém sabe seu sofrimento

Nem sua história

Só sabe que naquele olhar

Há muito que guardar.

Chorar?

Jamais.

Sofre calada.

Amar é para os fracos

Os fortes vão à luta

E ela?

Apaixona-se pela vida.

Afinal…

A vida é pra quem quer viver.

Sobre Risos Frouxos, e batons vermelhos

Ei Menina, nem ligue para isso não!
Ninguém importa nesse mundo mais do que você!
E eu estou falando sério!
Deixe que falem, que digam, deixa para lá, já diria Jair Rodrigues.
Essa vida tem tanto para você fazer, tem tanto para ver e aproveitar.
Deixe de lado todas essas bobeiras, esses medos impostos na sua cabeça, você é muito mais, você não precisa disso!
Te prometo eles não vão fazer falta, siga seu próprio nariz, você é dona dele.
Ah! Quer que eu te conte uma outra coisa?
Você é dona de você! Só você garota! Você é problema e solução sua, de mais ninguém. Outra coisa, tu és completa, de verdade, esquece essa história de metade da laranja, você é inteira garota.
Tudo que tem aí é teu, ninguém pode te tirar isso. Ninguém há de te obrigar a nada.

E daí? Me diga, e daí?
E daí, se vão te chamar de muitas coisas ruins!
E daí, se vão te dizer que tu não serve para isso, ou para aquilo.
Menina você acha mesmo que vale a pena?
Vale a pena mudar  por essa gente tão pequena?
Pega o que é teu e vai, vai que o mundo é teu e ninguém há de provar o contrário, a não ser você mesma.
Se veste para guerra, se pinta, ou se limpa, faz o que quiser.
Enfeitiça o mundo com o que tens, com o queres.
E conselhos que prendem? Dispense!
Nem pense, nem queira!
“Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho que hoje eu passei batom vermelho”
Passei batom vermelho, pintei meus olhos, vesti minha armadura, isso aí não pega mais!

Sinto muito sobre essas posturas tão antiquadas, mas meio termo não me satisfaz.
Sou assim mesmo, do jeito que sou, do jeito que quero.
E eu vou, vou do jeito que der, do jeito que for!
Um dia me disseram que eu não podia ir como estava, sabe eu posso sim, eu vou sim!

Menina, não deixem levarem teu riso, que tirem seu juízo, mas tem riso não.
Lembra que tu és o que quiser, tu vais onde quer, tu vives como te satisfaz.
Porque não, porque sim? Porque te disseram! Não, não creias!
Quem sou eu, quem sou eu para te dizer isso?
Eu sou você, eu sou eu, eu sou aquela que um dia leu, no outro escreveu, em outro sofreu e que está aqui.
Não, jamais vou dizer que somos iguais, somos únicas. somos sobreviventes.
Somos problemas nosso, não valemos quanto dizem, quanto falam, nem 1 nem 2, nem 100 nem mil.
Ninguém vai mudar isso, mas se não formos parceiras, quem irá de ser?
Menina, me escuta, não sou melhor do que ninguém, nem que eles, nem que seres.
Mas eu queria dizer que também senti, sinto, vivi e vivo, tudo isso.
Vem cá vamos lá, vai lá.
Sabe aquele lugar para mudar o mundo? É aqui, é agora!
É quando eu, e você quisermos.
Só vai passar o que a gente quiser, o que a gente deixar.

Pena de morte: O assassinato do direto à vida

Tráfico de drogas na Indonésia é crime condenado à pena de morte, e o método medieval usado no país é o fuzilamento. Lá não existe o velho jeitinho brasileiro pra dar uma amenizada na pena, e apesar da presidente Dilma ter feito um apelo ao presidente indonésio Joko Widodo, a lei mesmo que rigorosa e pesada, foi cumprida.
Marco Archer foi o primeiro brasileiro submetido à morte por um Estado estrangeiro, já havia viajado mais de dez vezes à Indonésia levando cocaína e trazendo skunk – espécie de maconha – ao Brasil. Mas só quando foi pego com 13,4 kg de cocaína escondidos dentro de uma asa delta se disse arrependido e afirmou à Folha de São Paulo “Fiz uma burrada”. Ainda me resta a dúvida se a burrada a que ele se refere é ter traficado ou não ter escondido bem a droga, afinal, foram mais de dez tráficos né…
Pena de morte é a execução de um indivíduo condenado pelo Estado, condição extrema que faz parte das leis da Indonésia e um ato que viola o artigo 3, “Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal” proclamado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, e adotados pela ONU em 1948.
Em muitos governos a pena de morte é justificada como um método que previne a criminalidade, apesar de não existir comprovações que seja mais eficaz do que outras punições. Desde o início do século passado, o mundo deixou de aceitar a condenação à morte, e a função da pena em tese deve ser recuperar o criminoso para que seja devolvido a sociedade.
Conforme disse Dalmo Abreu Dalari, “a pena de morte é um assassinato oficial, que desmoraliza os países que a pratica, sem trazer qualquer benefício para o povo”. Nos Estados Unidos alguns estados adotam a medida, e mesmo assim o índice de criminalidade é um dos maiores do mundo.
Os crimes devem ser combatidos, e a cada delito aplicada uma pena compatível com a gravidade, mas a condenação à morte não permite nem mesmo que o acusado possa meditar sobre o que fez de errado.
A pena de morte não passa de uma vingança que resulta em um assassinato premeditado, sem o menor respeito ao ser humano e nenhuma punição ao então assassino. A vida é o maior bem que recebemos, e ninguém tem o direito de tira-la, independente do cargo, função, ou estado.
Na Indonésia traficantes são condenados à morte, e em contrapartida podem adquirir drogas na cadeia. Vai entender. Marco Archer usou metanfetamina até as vésperas de sua execução.

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